Muitos atletas me procuram com interesse de começar a praticar o triathlon, e me perguntam por onde começar. A primeira coisa que eu falo é: “Encontre uma assessoria que atenda as suas necessidades”. Hoje se fala em assessoria, mas na verdade o triatleta não é corredor de rua que basta uma planilha para treinar. Ele vai em busca de um técnico, que hoje em dia sempre esta vinculado e assessorado de uma assessoria esportiva, essa é a evolução do esporte e essa melhoria vem ao nosso favor.

Aí que surgem diversas dúvidas. Eu sou uma atleta que já treinei com vários técnicos, mas as mudanças eram sempre sem um motivo específico, talvez a logística, seguia o fluxo da minha irmã ou algo do tipo. A primeira vez que parei, estudei e fui atrás de um técnico foi quando me inscrevi para o Ironman Brasil 2013.

Para tomar esta decisão eu tinha uma necessidades clara, sabia que só planilha não me adiantaria, precisava de um acompanhamento e uma equipe para me motivar e acompanhar nos treinos. Por eu ter uma característica de “dependência” sabia que técnico a distância não atenderia o meu caso, já eliminei várias opções, mesmo sabendo e acreditando que quem tem perfil e disciplina consegue pegar treino a distância e manter um relacionamento estreito com seu técnico.

O segundo passo foi levantar as opções que eu tinha, eram três na época. Levantar pontos fortes e pontos fracos de cada uma  e conversar com o responsável. Sim, uma conversa inicial sem compromisso precisa existir. Na sua análise você pode achar que achou a equipe e o técnico perfeito, mas eles também precisam te encaixar no perfil da equipe deles. Eu passei por isso, o meu técnico na época me indicou para o meu técnico atual (Maurício Letzow) por entender que não conseguiria atender as minhas expectativas e necessidades, o perfil dele era mais performance de alto nível.

Planejamento  e relacionamento é que vai fazer a sua sintonia com o técnico. Aí vem  a parte mais importante, motivo de eu escrever sobre este assunto aqui no Vida de Triatleta, CONFIANÇA.

Não sei se é só no traithlon, mas há muita comparação entre os atletas, volume de treino, alimentação, descanso. E o que eu reparei no mundo das longas distâncias, uma variável muito grande de treinamento e um técnico para outro. Alguns passam 180km de ciclismo ou passam desse número, outros não passam de 130km, 150km. Uns passam tiros na corrida, outros apenas treinos de rodagem. No fim, todos os atletas vão lá e cruzam a linha de chegada. Cada um com a sua história de treino, sua alimentação e seus equipamentos. Esqueça. Faça a sua parte e confie no seu técnico. Ficou com dúvida, inseguro? Converse! Eu antes do IM Brasil fiquei muito insegura, principalmente com a minha natação, bastou uma conversa de 15 minutos com o meu técnico para eu e me acalmar. Desde que você não pegue o zézinho da esquina que nem se formou ainda, todos os técnicos que tem histórico com o seu esporte e com o objetivo que você quer cumprir terá a capacidade de lhe treinar. Acerte na escolha, depois disso jogue a sua confiança nele!

Esse é assunto que muito me incomodou no início da minha trajetória nas provas longas. Achei justo dividir com vocês este tema. Deixo a dica para vocês e para quem esta se preparando para o IM Florianópolis, bons treinos (sem comparação), tenho certeza que no final, assim como eu, você irá agradecer, e muito, o seu técnico!