A instantâneidade da internet é uma coisa impressionante. Mas muitas vezes enche a paciência.

Todo mundo tem uma opinião e uma necessidade enorme de expressar. Isso é bom. Mas muitas vezes enche a paciência.

Todo mundo quer ser o cara que vai dar a última palavra, a opinião incontestável. Isso nem bom é. É um baita “pain in the ass”. Em inglês pra não ficar tão ofensivo escrever “pé no saco”. Ops…

Tinha escrito um texto enorme sobre as possíveis lições da surra de vara que o time da CBF  tomou na terça feira, dia 08/07. Quem me conhece mesmo que superficialmente sabe porque chamo de time da CBF e não foi pela derrota merecida. Aí percebi um monte de textos no facebook e percebi que meu texto era só de clichês repetidos à exaustão por todo mundo.

Então vou enxugar ao máximo o que escrevi, pra poder trazer o que penso desse pastelão ao mundo das pessoas que treinam esportes de resistência, seja qual for a modalidade. Guardo na minha memória o ar frio de São Paulo em uma manhã ensolarada de outono, poucos minutos antes da largada da minha segunda maratona da vida, em maio de 2010. O braço direito do meu treinador me chamou de canto e disse uma frase que guardo com extremo carinho: “FAÇA O QUE VOCÊ TREINOU. NEM MENOS, NEM MAIS”.

Isso me guia desde esse dia. Não só pro esporte.

Não existe mágica e nem presentes dos céus. A gente pode passar a vida toda esperando uma herança de uma tia-avó e ficar rico da noite pro dia, ou então pode se preparar, estudar, trabalhar. Vai cansar mais e provavelmente não vai deixar ninguém rico. Mas na esmagadora maiora das vezes, é a única maneira.

Trabalho. Sério, duro, dedicado.

No esporte as coisas não são tão diferentes. Se você quer completar um ironman, só depende de você. Como você quer completar, também. Busque seu objetivo com dedicação, planejamento. Execute no dia o que foi treinado. Se você treinou pra correr a maratona em 3:30, faça isso no dia. Não adianta tentar fazer 3:00 porque no final sempre baixa “aquele santo”” Não baixa e vai parar na ambulância. Por outro lado, não se subestime. O que a gente colhe no final da jornada é o que foi sendo plantado durante o processo.

E isso vale pro esporte que virou instituição de um país. Fico assustado como um povo para um país inteiro pra assistir a um grupo de pessoas (dizem que são atletas) que representa uma empresa privada e que não se prepara adequadamente para uma competição já há um bom tempo. Bom, isso é outra questão e não estou afim de entrar nesse mérito e muito menos politizar esse assunto.

Por acaso, faltam 8 semanas pra Foz do Iguaçu. Eu estou dando duro. E você? Qual sua prova? O que você quer dela? Não se esqueça que a prova é construída em cada sessão de treino.

Então, bons treinos!

Daniel Blois

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