Há um tempo atrás li um texto que falava a respeito de como as pessoas se conheciam. O texto era sobre relacionamentos e criticava como as pessoas se apresentavam.  É comum quando você conhece alguém perguntar o que ela faz, ou seja, com o que ela trabalha. E o texto discordava dessa mania, defendendo que a pessoa não necessariamente se resume ao que ela faz, ou trabalha.

As pessoas são muito mais os hobbys que praticam no tempo livre, os lugares que gostam de frequentar, as musicas que escutam… Eu me identifiquei com o texto demais, e fui um pouco além.

No triathlon é de praxe quando você fala que já fez um ironman, por exemplo, antes da pessoa perguntar como você começou a fazer triathlon e o que te levou a fazer uma prova desta, perguntar o seu tempo. Eu particularmente fico com vergonha e incomodada quando perguntam: quanto você fez?

10h49 no Ironman Brasil não me rotula a nada. Mas essa prova representa muitas ouras coisas bem mais interessantes que o tempo final e a colocação que fiquei. O triathlon é uma prova individual e os triatletas têm uma cultura de comparação forte. Seja Ironman ou um Sprint triathlon, para muitos é mais importante o seu tempo final do que o que o triathlon representa na sua vida.

Sim eu já fiz dois ironmans, fui para o Havaí e me preparo para meu terceiro Ironman. Mais que preocupada com o meu tempo final, fico preocupada em como mais essa prova irá marcar a minha vida e acrescentar experiências que eu possa dividir com outras pessoas, ou até mesmo para evoluir como pessoa!

Não sei se vocês vão concordar, só achei uma bela reflexão para a nossa tribo triatlética! Sim, o tempo é importante e é um dado estático, mas que tal ir um pouco além? O esporte é muito mais que pódium e status.

#Sóacho

Luca Glaser

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