O triathlon é um esporte que cativa. Nós, triatletas, somos conhecidos como loucos e viciados. Sim, nós preferimos trocar a balada pelo treino madrugueiro. Preferimos acordar cedo, em pleno domingo, para passar horas com a nossa magrela, ao invés de acordar tarde. Somos pão duros com pequenas coisas, mas gastamos fortunas com inscrições e equipamentos. Isso é a nossa “Vida de Triatleta”. Treinamos, cuidamos da alimentação, dormimos cedo, temos acompanhamento médico, enfim todo o pacote que nos taxa TRIATLETAS nós fazemos e amamos.

Mas hoje vim falar um pouco do day off, ou melhor da mind off. Vim falar que também é importante desligar um pouco o triathlon e enxergar o mundo ao redor, desacelerar o ritmo. Eu acredito que muitas lesões ou mesmo a desistência do esporte acontece por falta disso.

Estou falando de passar um final de semana na praia sem levar a bike, de ir ao cinema ver o último filme que lançou, de jantar fora (com vinho!) com os amigos.  De ler um bom livro, de se relacionar com pessoas de outros meios. Isso também faz bem, e você não vai deixar de ser menos triatleta porque comeu sobremesa ou porque perdeu a hora do treino.

O clichê nos pega mas ele é propício: “O Excesso sempre faz mal”.  Destaco, estamos falando de atletas amadores que trainam por hobby, levam o triathlon como estilo de vida e não profissão!

Que o nosso fanatismo permaneça, mas que seja saudável. Que a  nossa paixão vire amor e dure pela vida inteira. Quando o esporte começa a ser cobrado, o corpo não responde em equilíbrio e as coisas começam a não dar certo, está na hora de esfriar a cabeça. Não deixe esse momento chegar.

Faça ciclos, tenha as provas alvos. Chegou o grande dia? Curta cada segundo. Aí é hora de curtir umas férias, treinar sem planilha, curtir a família, correr com a namorada ou namorado, ou marcar de correr com aquela sua amiga que esteja começando, esses momentos nos renovam!

É ISSO, RENOVE-SE!

Luca Glaser

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