Semana passada fiz a minha primeira maratona fora de um Ironman.  Sempre me falaram que a maratona do Ironman e uma maratona comum são coisas bem diferentes. E assim fui confiante para o meu primeiro Iron, sem fazer uma maratona antes. Deu tudo certo!

Mas após fazer meus dois Ironmans, esse ano senti que havia chegado a hora de encarar a maratona, a tradicional maratona. Os 42km que você irá começar logo cedo pela manhã ao invés de começar depois de ter nadado 3.8km e pedalado 180km. Para quem me acompanha e me conhece já sabe que a corrida é o meu tendão de aquiles. Pois é, mais um motivo para eu encarar a tal maratona.

Acreditava que com uma maratona feita minha corrida iria subir um nível, iria ganhar maturidade, e olha que eu acho que isso realmente aconteceu!

A prova escolhida foi a Maratona do Rio de Janeiro, pela época do ano, pelo lugar (sou completamente apaixonada pelo Rio) e pela tradição da prova. Sem dúvida deve ser uma das provas mais bonitas do nosso Brasil!

Com a minha prova principal de 2014 sendo apenas em novembro (Ironman Florida) encaixamos a Maratona em julho para não perder o foco e não diminuir o ritmo dos treinos, principalmente de corrida.

Acontece que em junho, um mês antes da prova perdi as rédeas de tudo, me entreguei a correria do dia-a-dia, entrei na bola de neve de comer errado e não consegui encaixar os treinos como deveria. Foi um mês de decisão e algumas mudanças além de aniversário e festas que me tiraram um pouco o foco.

Foi um momento preciso, mas que prejudicou um pouco a minha motivação para  a prova, pensei até em desistir. Sabe aquele medo de quebrar, sofrer e “passar vergonha”, passou tudo isso na minha cabeça. Mas do mesmo modo que me inscrevi com vontade, fui para a aprova com maturidade, sabendo que não estava 100%, acima do peso desejado e com poucos treinos longos devidamente realizados na periodização para a prova. Enfim, o negócio era ir lá, curtir, viver o clima de prova que não sentia desde Brasília em abril. Relaxei a cabeça e fui pra vibe da paquitagem.

E nada como ir sem muita cobrança, assumir a forma atual e fazer o que esta ao nosso alcance, e não é que deu tudo certo? Amei a prova, fiz o querido sub4h que eu queria tanto fazer, deu 3h54, fazendo a segunda parte mais forte que a primeira e terminando razoavelmente inteira! Rsrsrsrs

O medo passou, o amor pela corrida aumentou e a motivação para Florida esta a mil! Agora com essa etapa vencida, a meta cresceu quero sub4h em uma prova de Ironman. E aí, me fez bem ou não a maratona do Rio?

Dica pra guardar: aceite as suas condições atuais, não pense nos outros, faça sempre pensando em você e sempre, sempre se divirta!

Luca Glaser.

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