Novembro começou com dois Ironmans que foram  bem observados pelo mundo todo. Um pelas condições atípicas e o outro pelas condições já esperadas.

O Ironman da Florida, que eu tive a oportunidade de estar lá, fazer e me superar junto com os outros 2mil atletas, aconteceu no sábado dia 1º de novembro. Prova conhecida por recordes de percurso, melhor ciclismo, melhor tempo total de prova de IM. Temperatura agradável, pouco vento e natação com roupa de borracha. Entre algumas outras provas, foi ela a escolhida justamente pelas boas condições, tracei o objetivo de fazer como todos os atletas que conversei que já haviam feito esta prova, baixar o meu melhor tempo. Não foi dessa vez, nem para mim nem para os outros atletas. Mudança de tempo, entrada de vento, natação cancelada e prova feita com baixa temperatura. O moletom que esqueci em Curitiba fez falta.

Nunca imaginei a possibilidade de um Ironman virar duathlon e nunca imaginei que uma prova poderia ser salva pela corrida. Me superei, encarei o frio, a adversidade de novo formato de prova e assim como todos os atletas lá presente encaramos. Porque Ironman não é moleza, é hardcore e sem mimimi.

Neste domingo, dia 09 de novembro, o Brasil ganhou mais uma prova de Ironman. O Ironman Fortaleza veio, com certeza, para ficar.  Diferente da Florida, as condições extremas de vento e calor já eram esperadas por todos os atletas. Mas como todo bom Ironman, quanto mais difícil melhor. E a prova foi registrada pelo seu forte vento no ciclismo, a estufa na corrida e a natação contribuiu para classificar a prova como TENSA! Superação além do limites, parabenizo principalmente quem escolheu essa prova para estrear na distância e conseguiu!

Essas duas provas me fizeram confirmar meu amor pelo Ironman, amor novo de 2 anos, mas que a cada prova ele se fortalece e me faz querer mais.

Porque eu já disse, Ironman é muito mais que 3.8km de natação, 180km de ciclismo e 42km de corrida.

Luca Glaser

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