Cross Duathlon TRC - Race Report CamelBak
Dificuldade AvançadaPercurso diferenciado
Logística dos Staffs
79%Valor Total
Percurso85%
Segurança85%
Organização68%
Visual95%
Kit69%
Custo69%
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No último dia 22 de Novembro aconteceu o primeiro Cross Duathlon TRC. Estivemos lá para conferir e aqui segue o nosso breve relato sobre a prova.

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Descendo as bikes da Oroch na largada. (Foto: Raphael Ceciliano)

Após um sábado movimentado no Trail dos Ambrósios, acordamos cedo novamente e voltamos a Tijucas para a largada do primeiro Cross Duathlon da TRC Brasil. Já no começo da manhã as novidades já rolavam, seguimos para a prova com o Chico Kirchgassner, diretor da Renault do Brasil (e mais um dos malucos que correu Ambrósios no Sábado e Duathlon no Domingo), que estava responsável pela exposição da nova Oroch que seria uma das atrações da prova. Chegamos com o horário curto pois todo mundo estava precisando dar uma boa dormida depois da prova dura de sábado. Precisei revisar a bike antes de entrar na transição devido a um problema na roda dianteira (obrigado ao pessoal da Carbon Sports pela ajuda). Faltando 30 segundos para o fechamento da área de transição entrei correndo para posicionar a bike e aprontar tudo, uma correria mas deu tudo certo.

Passa protetor, veste o macaquinho, enche a Camelbak e alinha pra largada! Nesse momento o corpo antes cansado começa a ser tomado pela adrena de mais uma largada e tudo fica lindo. Contagem regressiva e POW, estoura a boiada… É hora de fazer força.

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Haja pernas para aguentar esses percursos da TRC, vou te falar! (Foto: Raphael Ceciliano)

Largamos em um ritmo forte, perto dos 3:30/km e logo ví que os 30km do dia anterior cobrariam o seu preço, resolvi abrandar o ritmo até o corpo ligar porque senão as próximas horas seriam desastrosas.  A primeira perna de corrida, que estava relacionada no site da TRC como “fácil” naquele momento para mim estava bem longe disso, as pernas inchadas reagiam muito mal as subidas íngremes de terreno instável enquanto as descidas doíam em todas as articulações. Um percurso bem intenso e nem um pouco monótono marcaram a primeira corrida, que estava muito bem sinalizada e marcada.

Entro na transição com o objetivo de recuperar as posições perdidas na primeira perna, sabia que poderia fazer um pedal de mais qualidade por movimentar um grupo muscular muito diferente do que havia usado no sábado e judiado na recente primeira parte da prova.  Sem muita estratégia segui fazendo muita força para buscar quando na única bifurcação da prova vejo uma marca de cal no chão, a staff que estava ali para orientar os atletas havia saído para resgatar dois ciclistas perdidos e na dúvida segui o protocolo de MTB que tradicionalmente indica “caminho impedido” (não se passa em cima da cal, sempre que uma bifurcação tiver cal você deve seguir pela outra estrada, foi assim que eu sempre aprendi).

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O jeito é esquecer a bad trip e seguir aproveitando a prova. (Foto: Raphael Ceciliano)

Tive a impressão de estar pedalando no circuito da corrida mas ao olhar pra trás percebi que cerca de 7 ou 8 atletas estavam vindo junto e seguindo em ritmo forte, logo devia ser por ali mesmo, seguimos pedalando forte sem ver nada quando parei para consultar o atleta que vinha logo atrás de mim se não havíamos pego o caminho errado, ele me falou que havia pensado como eu e já que não se passa por cima da cal o caminho só podia ser por ali. Seguimos então fortes até encontrar a primeira staff (que ficava a 1km da chegada mais ou menos) que nos informa que estávamos errados e deveríamos voltar tudo até encontrar o local certo (justamente, aquela bifurcação da cal). Ali a motivação e o foco foi por água abaixo, o corpo que já estava trabalhando no déficit a um tempo deu uma apagada e foi difícil voltar a pilhar na prova depois disso, ao todo foram mais de trinta minutos no caminho errado que nos custaram as últimas colocações na prova.

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Cansado de fazer força de graça, tava na hora de partir para o ataque.

Ao passar pela bifurcação seguimos andando e eu já estava preparado para “passear”, tava difícil de ser competitivo em uma situação daquelas e a ideia foi curtir o visual e aproveitar o percurso, acontece que se tratando de TRC dificilmente você consegue “aproveitar” um percurso, os caras não sabem brincar. A rota ficava cada vez mais caveira e comecei a ter uma sensação ruim de estar ali, não conseguia curtir o astral porque as subidas eram SINISTRAS (mesmo, eram mais de 700m de POSITIVA em 20km) e na dúvida entre fazer força e descer da bike eu estava descendo em todas porque não estava motivado a brigar por mais nada e realmente estava doendo tudo. Após cair duas vezes (uma por vacilo perdendo a dianteira na lama e outra por um competidor maluco que não sinalizava as ultrapassagens e tocava em cima que nem kamikaze) resolvi que era hora de parar com aquele passeio, já tinha enchido o saco ficar naquela lenga lenga, resolvi ligar o Modo Gorila e tocar o pau pra buscar e terminar com aquele sofrimento logo. As subidas judiavam e doíam no peito mas o pedal forte nas descidas compensava um pouco pela adrena e pela velocidade, eram descidas duras e bem perigosas mas naquele momento o que importava era me divertir com saltos e velocidade descendo e fazer força subindo, não pensava em mais nada a não ser isso.

Lá pelo km 8 começamos a encontrar a galera (mesmo tendo perdido mais de meia hora perdidos) e dali pra frente fomos buscando um por um, o negócio começou a ficar legal mas a partir do km 15 (da marcação oficial, mais de 20 para nós) o cansaço bateu, a água acabou e o pedal foi na raça. As rampas pareciam infinitas e as descidas já não eram tão atrativas porque não conseguia mais manter a atenção no que estava fazendo. Fui ritmando para chegar bem e fechar a prova de uma maneira digna.

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Finalmente a chegada para encerrar um final de semana de muitas emoções. (Foto Dani Lamoço)

Chegando na transição com bastante tempo acumulado já, estava preocupado com o tempo de corte. Ao saber que eles haviam liberado resolvi tentar fazer a melhor segunda perna de corrida que pudesse pra me sentir competitivo em pelo menos uma das modalidades. Me senti muito bem desde a saída da transição, pela primeira vez consegui esquecer a prova de sábado e a decepção de ter me perdido mais uma vez e segui correndo feliz, encaixado. Um percurso muito legal nos esperava com travessia de riozinho, sobe e desce de potreiros, bastante mata fechada e trilha intocada pela parte de trás de uma das propriedades ali da localidade. Ao correr 2km aproximadamente entramos na estrada que dá acesso ao final da prova, aonde já pode-se ver a movimentação do pessoal e ouvir o locutor da prova. Boas notícias, a prova tinha acabado e era isso, uma missão mais do que cumprida mesmo com todos os imprevistos e a dificuldade.

Um percurso desafiador, principalmente para o MTB. Foi sem sombra de dúvidas o percurso mais difícil que eu já pedalei de MTB na minha vida com subidas duríssimas, descidas sinistras trechos de piso bem tenso. Foi uma experiência bem louca e bonita, quero repetir em outro ano (descansado) para fazer uma prova melhor.

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Parabéns ao nosso prodígio, Vice-Campeão do IRONMAN Brasil e Kona Finisher Fellipe Santos que provou ser um excelente profissional do lado de fora das provas também! #ParabénsPia!

Gostaria de aproveitar a oportunidade para parabenizar meu amigo Fellipe Santos, que dirigiu a sua primeira prova desenvolvendo um percurso sinistro e foi um cara muito astral do começo ao final da prova dando atenção a todos os atletas provando a todos o seu potencial não só como atleta mas como profissional do esporte. Um novo talento que surge pra dar cada vez mais qualidade as nossas provas aqui do Paraná.

Esse foi o meu último Race Report do ano, agora férias merecidas para voltar 2016 com MUITAS novidades! Obrigado a todos.

Gear: Hidratação: Camelbak Dart, Tecido: Webtreino, Meia: Compressport, GPS: Garmin Forerunner 910xt, Tênis: The North Face Ultra 2, Óculos: Oakley Jawbone, Bike: Trek X-Caliber 7.

Garmin da Prova: CLIQUE AQUI

Nos vemos por aí, pedalando, correndo ou nadando!

Andre Raittz

Esse Race Report é um oferecimento de CamelBak Brasil.

Acesse www.camelbaktrainingclub.com.br e confira as novidades da CamelBak para o seu esporte.