Ao vencer o Mundial de 70.3 pelo segundo ano consecutivo, Sebastian Kienle escreveu definitivamente seu nome na história do Triathlon mundial e de quebra ainda entrou de vez para a lista dos favoritos a Kona/2013. Como esse ano o bicho vai pegar na grande ilha o pedal a jato do alemão pode fazer toda a diferença e ele conta com exclusividade ao Vida de Triatleta como foi a preparação para os dois mundiais, algumas histórias lendárias e como está a cabeça para os próximos anos:

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1 – Sebastian, people who begins to pay attention on you now after winning two 70.3 World Championships in sequence (2012/2013) may not realize you have been getting fantastic results since 2005, breaking records and getting ready for such special moment in your career. How are you feeling right now? This double world championship comes to crown this big stage?

Sebastian Kienle – That is the good and the bad thing with having so many good races at home in Germany. You could race against the best in the world without traveling too long, but if you at the end you have to go to the US to get known to the majority of the triathlon world. I think my breakthrough was the win at the 2006 under 23 german champs and than of course my long distance debut in Roth 2010 with under 8h and a new world record on the bike which was standing for 12 years before. But the two 70.3 world titles are the biggest results realy, esp this year after I got some problems early in the season. The 70.3 worlds are more than just a talent show for Kona.

2 – Crowie wins Vegas and Kona in the same year in 2011 with a powerfull run, you set an unbelievable pace on the bike in Vegas this year handing you a “favorite ticket” for the BigIsland. With different weapons, you two have a great firepower to neutralize the other triathletes and take the first place in long distance. You think the 1st in Kona is getting closer?

S.K. – Puhh that is a hard question. I told you about the problems I had early in the season so I don’t know if I have the base this year. But even with the best shape, Kona is unpredictable. My goal is to develop myself as somebody who is a factor in this race for the next years. But there is a huge diffrence between being able to win it and realy win it…

3 – It is perceived by your way of racing, for your interviews and even by your website that you have a pretty happy life, you enjoy the triathlon as if it were a hobby and still thirsts to go fast. Be happy and enjoy each stage of the race is the Kienle differential?

S.K. –  I think you have to be happy to win and don’t win to be happy. Yes overall I think I found the right approach for me to balance live and sport. But everybody is diffrent. I also have times where I realy struggle like this spring I had three realy bad month and I hated the sport and I asked myself a couple of times if it is time to do something diffrerent. After all I’m doing triathlon since 20 years now…

4 – Seeing you compete, it is impossible not to think that you have a natural gift for cycling. Macca said once that the team T Mobile was behind you when you was a kid to join them and hereafter become a pro tour cyclist. Is this story true? Tell a little more for us about this story…

S.K. – Haha, it is funny because I heard this story a couple of times. It is not true. I did some bike races but never had great sucsess, I was usualy struggeling to keep up with the peleton. I had some results in MTB marathons but nothing big. I think there is still a huge diffrence between a good triathlon cyclist and a real procyclist.

5 – It can be seen that the triathlon is something very important for you, as a long distance competitor Kona is logically the goal. What does this race mean to you?

S.K. – It is THE race. If you win in Frankfurt you are the champ for one year. IM Kona champ you are for your whole live! Nobody comes here to make a training race. Everybody puts everything on the table, no excuses. If you win here you are the best. You know what I’m talking about if you make it to the line, there is a tension like I’ve nerver experienced before.

6 – How is the preparation in the pause between Vegas and Kona? Your focus was the 70.3 or the big island was the darling of your training?

S.K. –  It is diffrent to last year. I still have some issues I’ve to be carefull with, i try to put in some miles because of the lack of training in the spring, but on the same time you have to be very carefull. The biggest misstake is to get cought up in the will to do your best and than you do too much. I think a lot of athletes fuck up there whole preperation in the two weeks before the race. I try to do a lot of specific training in the goal pace for the race and leave enough room for recovery, it is great to have my coach with be for the whole time. Sometimes you are too excited and whant to do more and more and more. I don’t whant to get outperformed on raceday, if I get outworked before, I don’t care…

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1 – Sebastian, as pessoas que começaram a prestar atenção em você após as suas duas vitórias em sequência no  campeonato mundial de 70.3 (2012/2013) podem não perceber que você vem conseguindo resultados fantásticos desde 2005, quebrando records e se preparando para esse momento tão especial na sua carreira. Como você está se sentindo nesse momento? Esse Bi no campeonato mundial bem para coroar essa grande fase?

Sebastian Kienle – Essa é a coisa boa e a coisa ruim de fazer corridas tão boas na Alemanha. Você pode competir contra os melhores do mundo sem viajar muito longe mas no final das contas você precisa ir até os Estados Unidos para ficar conhecido pelo grande público do triathlon mundial. Eu acho que o meu grande destaque foi vencer em 2006 superando 23 campeões alemães e claro a minha estréia na long distance em Roth/2010 para menos de 8h registrando um novo record mundial na bike que a 12 anos estava intacto. Mas os dois títulos mundiais de 70.3 são realmente os maiores resultados, especialmente esse ano em que eu tive alguns problemas no começo da temporada. O Mundial de 70.3 é mais que um show de talentos para Kona.

2 – Crowie venceu Vegas e Kona no mesmo ano em 2011 com uma corrida poderosa, você pôs um ritmo inacreditável na bike em Vegas esse ano ganhando o seu “ticket de favorito” para a grande ilha. Com armas diferentes, vocês dois tem um grande poder de fogo para neutralizar os outros triatletas e ganhar corridas no triathlon. Você acha que a vitória em Kona está chegando perto?

S.K. – Puhh, essa é uma pergunta difícil. Eu contei sobre os problemas que eu tive no começo dessa temporada, então eu praticamente não tive período de base esse ano. Mas mesmo estando na melhro forma, Kona é imprevisível. Mas o meu objetivo é desenvolver-me como uma realidade nessa corrida para os próximos anos. Mas existe uma enorme diferença entre estar apto a ganhar e a realmente ganhar…

3 – É perceptível pelo seu jeito de competir, pelas suas entrevistas e até pelo seu website que você tem uma vida muito feliz, curte o triathlon como se ele fosse um hobby e ainda está sedento por andar rápido. Ser feliz e curtir cada parte da corrida é o Diferencial Kienle?

S.K. –  Eu acho que você tem que ser feliz para ganhar e não ganhar para ser feliz. Sim, no geral eu acho que encontrei o caminho certo para equilibrar a vida e o esporte. Mas ninguém é igual. Eu também tenho momento em que eu realmente luto como nessa primavera, eu tive três meses muitos ruins e odiei o esporte, cheguei até a me perguntar se era hora de fazer algo diferente. Afinal de contas eu estou fazendo triathlon a 20 anos…

4 – Vendo você competir é impossível não pensar que você tem um talento natural para o ciclismo. Macca disse uma vez que a equipe T-Mobile estava atrás de você quando você era um garoto para se juntar a eles e se tornar um ciclista do pro tour. Essa história é real? Conte-nos um pouco mais sobre isso…

S.K. – Haha, isso é engraçado porque eu já ouvi essa história algumas vezes. Ela não é verdade. Eu fiz algumas corridas como ciclista mas nunca tive sucesso, eu estava sempre lutando para estar junto com o pelotão. Eu tive alguns resultados em Maratonas de MTB mas nada grande. Eu acho que existe uma enorme diferença em ser um bom ciclista de triathlon e um bom ciclista profissional.

5 – Pode-se perceber que o triathlon é algo muito importante para você, como um competidor de long distance, logicamente Kona é o objetivo. O que essa corrida significa para você?

S.K. – Essa é A corrida. Se você vencer em Frankfurt você é o campeão por um ano, porém se você vencer em Kona você é um campeão para toda a vida. Todo mundo dá o máximo, sem desculpas, se você vence aqui você é o melhor. Você vai entender o que eu estou falando se estiver na linha de largada, existe uma tensão no ar como eu nunca havia experimentado antes.

6 – Como está a preparação na pausa entre Vegas e Kona? Seu foco foi o 70.3 ou a grande ilha é a menina dos olhos do seu treinamento?

S.K. – Está sendo diferente do ano passado. Eu ainda tenho algumas questões que eu tenho que tomar cuidado. Tentei adicionar um volume devido a falta de treino nessa primavera, mas ao mesmo tempo precisei ser muito cuidadoso. O maior erro que pode acontecer é se prejudicar por querer fazer o melhor e acabar passando do limite. Eu acho que muito atletas zoam toda a sua preparação nas duas últimas semanas antes da corrida. Eu tento fazer um monte de trabalhos específicos no ritmo alvo para a corrida e deixar um bom espaço de tempo para o descanso. É muito bom ter o meu treinador comigo em tempo integral, as vezes você está muito empolgado e quer treinar mais e mais e mais, mas eu quero quebrar na corrida, se eu me preparar mais do que o necessário, eu não ligo…

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