Timothy O’Donnel fala com exclusividade ao Vida de Triatleta sobre a preparação para Kona, seu relacionamento com Mirinda Carfrae e sobre a emoção de ser um triatleta na elite mundial. Alguém que em 5 anos coleciona 10 vitórias em meio Irons (incluindo o Tri campeonato no Ironman 70.3 US Pro e um Campeonato Mundial de long distance da ITU), 1 Iron (vitória com 18 minutos de vantagem sobre Igor Amorelli no Ironman Brasil), um tri campeonato no Boulder Peaks Triathlon e vários pódios em provas duríssimas como o Ironman 70.3 Texas, o Ironman Texas e o Campeonato Mundial de 70.3 em Vegas com certeza já firmou seu nome entre os grandes no mundo do triathlon de longa distância, porém Timothy O’Donnell quer mais.  Veja o que esse americano voador está planejando para Kona e para o resto da temporada:

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1 – Here in Brazil people have start to respect and cheer for your career because they had a great identification with your humble and love for the sport. What mean to you have been the 1st here?

Timothy O’ Donnell: Being first at IM Brazil is a great honor!  The triathlon community in Brazil is very passionate, they love the sport and the challenges it presents for all of us.  I am grateful that they recognize my passion for triathlon as well and I love having their support and cheers!

2 – In your preparation for Kona, what that victory represent?

T. O’D.: Winning in Brazil has given me more confidence going into Kona.  Ironman is a different type of race and while I have won in other distances learning to win at the Ironman distance is very important.  I know I can win and go fast at the Ironman distance, now I just need to do it in Kona!

3 – A triathlete knows when he’s ready, you know when your body fit and you know when you can give that something extra to win a race. Timothy O’Donnell is getting ready to face the big island and come home with the title?

T. O’D.: Absolutely, I have been preparing for this race all year.  I have had a great training block the last few weeks with better performances in training than this time last year.  My body is ready for battle.  I have raced less in hopes of keeping my mind fresh for battle in Kona as well.

4 – Watching your performance here in Brazil, we can realize that you are an athlete who likes to ride fast in three modalities. At what point it can help you in the world championship this year?

T. O’D.: Kona is a hard course with tough conditions, it really requires you to be a strong all around athletes.  Guys like Pete, Crowie, Eneko and Andreas don’t have weak parts of their races so I need to be prepared to be strong all around too.

5 – Been a champion of ITU helps prepare psychologically for Kona? What is the most difficult thing in the island for you?

T. O’D.: The most difficult thing in Kona is the conditions.  The heat and wind can really test and athlete and you have to mentally ready to deal with the conditions.

6 – I believe that you will be with Mirinda this year, what means have your wife with you in such a special moment like this?

T. O’D.: Mirinda and I love sharing our race experiences with each other.   We are each others biggest supporters, we know what it takes to get ready for the race and we love to share in the highs and if we have to the lows of the race.  I was there when she crossed the line as champion in 2010 and it was as special to me as having one a race myself.

7 – What is the feeling that a professional athlete has competing in a race with age groupers?

T. O’D.: I started triathlon in age group racing and it is where I fell in love with the sport.  Regardless of what category in which you race we all experience the same pain in racing and joy in finishing.  I love having the support of age groupers out on the course too, it is amazing to have people take time out of their race to cheer you on!

8 – What is the real meaning of triathlon for you?

T. O’D.: For me triathlon is about testing myself as a whole person, physically, mentally and spiritually.

9 – Can we expect more start lists with Timothy O’Donnell here in Brasil?

T. O’D.: I hope so and if everything goes well in Kona then definitely!

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1 – Aqui no Brasil as pessoas passaram a respeitar e incentivar a sua carreira por terem tido uma grande identificação com a sua humildade e amor pelo esporte. O que significou para você ter sido o primeiro aqui? 

 Timothy O’ Donnell: Ser o primeiro no IM Brasil foi uma grande honra! A comunidade do triathlon no Brasil é muito apaixonada, o amor deles pelo esporte e pelos desafios é muito presente a todos nós. Eu sou muito grato a eles terem reconhecido a minha paixão pelo triathlon assim como eu adorei ter o seu apoio e o seu incentivo!

2 – Em sua preparação para Kona, o que essa vitória representou?

T. O’D.: Ganhar no Brasil me deu mais confiança para ir a Kona. O Ironman é um tipo diferente de corrida e ganhar em outras distâncias foi muito importante para aprender a vencer em Kona. Eu sei que eu posso vencer e andar rápido na distância Ironman, agora i só preciso fazer isso em Kona!

3 – Um triatleta sabe quando está pronto, você sabe quando seu corpo encaixa e sabe quando você pode dar aquele algo a mais para vencer uma corrida. Timothy O’Donnell está se preparando para encarar a grande ilha e voltar pra casa com o título?

T. O’D.: Com certeza, eu me preparei o ano inteiro para essa corrida. Eu tive um grande volume de treinamento nas últimas semanas com melhores performances em treino do que no mesmo período do ano passado. Meu corpo está pronto para a batalha. Eu competi menos na esperança de manter minha mente tranquila para a batalha de Kona.

4 – Assistindo a sua performance aqui no Brasil, pode-se perceber que você é um atleta que gosta de andar rápido nas três modalidades. Até que ponto você acredita que isso pode ajudar você no campeonato mundial esse ano?

T. O’D.: Kona é um percurso com duro com condições difíceis, realmente requer que você seja mais forte do que todos os outros atletas. Caras como Pete (Jacobs), Crowie (Craig Alexander), Eneko (Llanos) and Andreas (Raelert) não tem pontos fracos nas suas corridas então eu preciso estar preparado para ser forte a prova inteira também.

5 – Ter sido um campeão da ITU ajuda a se preparar psicológicamente para Kona? Qual é a parte mais difícil na grande ilha para você?

T. O’D.: A parte mais difícil de Kona são as condições da prova. O calor e o vento podem com certeza ser um teste para o atleta e você precisa estar mentalmente preparado para lidar com as circunstâncias.

6 – Eu acredito que você estará com Mirinda (Carfrae) esse ano, o que representa para você ter a sua mulher com você em um momento tão especial como esse?

T. O’D.: Mirinda e eu amamos repartir as nossas experiências de prova um com o outro. Somos os maiores defensores um do outro, nós sabemos o que é preciso para se preparar para as corridas e adoramos repartir os altos e baixos. Eu estava lá quando ela crusou a linha de chegada como campeã em 2010 e me inspirou a fazer o mesmo.

7 – Qual é a sensação que um atleta profissional tem quando está competindo em uma prova entre os amadores?

T. O’D.: Eu comecei no triathlon como amador e foi aonde eu meu apaixonei pelo esporte. Independente de qual categoria você corre todos nós experimentamos a mesma dor nas corridas e a alegria da linha de chegada. Eu adoro ter o apoio dos amadores durante o percurso também, é incrível ter por perto pessoas que tiram um tempinho das suas próprias corridas para te incentivar.

8 – Qual é o real sentido do triathlon para você?

T. O’D.: Para mim o triathlon se trata de me testar completamente, fisicamente, psicologicamente e espiritualmente.

9 – Podemos esperar mais start lists com Timothy O’Donnell aqui no Brasil?

T. O’D.: Eu espero que sim e se tudo der certo em Kona, definitivamente!

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