O treino de hoje foi uma grata surpresa.

Ao receber a minha planilha na segunda-feira (15/04) percebi que havia um treino diferente daquele que vinhamos fazendo nas outras semanas, tratava de um treino de transição Ciclismo/Corrida o qual eu não tinha a mínima ideia de como ia ser. Muitas coisas passaram pela minha cabeça, coisas como “as pernas vão amolecer e a corrida vai ser fraca” ou “vou acabar fazendo um pedal leve com receio de não ter energia depois” mas o que acabou acontecendo veio para contrariar todos esses pensamentos.

Começamos o treino no spinning (a aula era de aclive) rodando perto das 65 rpm gerando uma média de 220 watts, com o decorrer da aula variamos as intensidades de força e eu consegui fechar os 40 minutos com uma média de 170 watts e de 30.1km/h, batendo a top speed de 52km/h e o pico da potência chegando a gerar 589 watts (claro que em um momento de “fuga” meu, pois a aula já tinha acabado e eu resolvi testar as pernas… fazer 52km/h montanha acima é utopia). Desci da bike e já fui enfrentar a minha inimiga número 1 dos treinos de corrida: a esteira.

Tanto no Aquathlon, quanto no Duathlon ou no Triathlon a transição faz parte da prova e deve ser treinada para evitar problemas na hora de passar de uma modalidade a outra. Na foto acima, atletas estão na T2, transição do Ciclismo para a Corrida em uma prova oficial de Triathlon.

Como eu odeio esteiras. Tenho certa vertigem ao correr nelas, minha cabeça fica pesada e o estômago embrulhado, definitivamente não é o meu treino preferido MAS acontece que eu precisava fazer essa transição e não era uma esteira que ia ficar no meu caminho. Subi na máquina e precisei de um ou dois minutos pra me equilibrar em cima daquele troço, alguns instantes depois devidamente adaptado ajustei o pace para 4:30min/km  e mandei ver. Tentei não pensar muito, só correr pra ver no que ia dar e acabou dando. Lá pelos 17 minutos eu estava muito tonto, uma sensação ruim no estômago devido a minha técnica pouco desenvolvida para correr naquele troço estranho, então decidi aliviar bem o ritmo ajustando o pace para 5:00min/km para ver se conseguia dar uma relaxada. A tranquilidade me fez bem e o corpo voltou a dar sinais de que estava pronto para seguir, reajustei o ritmo para 4:20min/km e segui até os 28 minutos quando fiz um sprint final de 2 minutos a 3:50min/km para fechar os 30 minutos bem.

Missão cumprida, a tal transição não era aquele bicho de 7 cabeças que eu estava imaginando e no final das contas foi um treino muito legal. A sensação de correr após pedalar forte é diferente, como os grupos musculares não são os mesmos a performance se altera de forma sutil mas é nítido que as pernas sofrem. A parte aeróbica, pelo menos pra mim, permaneceu a mesma… Claro que isso muda muito de pessoa pra pessoa mas eu senti a minha respiração funcionando normalmente e consegui ter um ritmo aeróbico bem eficiente durante todo o treino, meus anos de fumante parecem estar fazendo cada vez menos diferença no final do treino e eu tenho ficado muito feliz com isso.

Tenho certeza que é só o primeiro de MUITOS treinos de transição que virão por aí, mas pelo menos a primeira impressão foi excelente, gostei muito e sinto que as multi-modalidades são o meu futuro no esporte cada vez mais vivo no meu dia-a-dia.

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